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27.abr.2017

Perspectivas econômicas para operações logísticas

Por Marcus Vinicius Calvo Pardo – Diretor BPLog

Que estamos passando por momentos turbulentos na economia e na política, todo mudo já sabe. Que vemos diariamente empresas (de micro a grandes) passando por dificuldades financeiras e buscando a sobrevivência, tudo mundo já sabe. Que nenhum mal perdura para sempre, e que uma hora devemos ter uma retomada na economia e volta dos empregos, isso todo mundo também já sabe!  O que ninguém sabe exatamente é: quando?

É uma resposta extremamente complexa e de difícil resposta. Temos informações demais e economistas com muitos palpites (muitas vezes divergentes). Bem, não sou economista, mas tendo a acreditar que teremos uma recuperação lenta. Um índice que eu considero importante é o Índice de Confiança do Consumidor, afinal, se a confiança está baixa, o consumo é baixo, e as consequências são para todos (serviços e indústria em especial).  Segundo o IBGE, o índice ainda está distante da neutralidade (100pontos) mas o quadro atual é considerado um “pessimismo moderado”, na faixa de 80 a 90 pontos.

Fonte: FGV /IBRE

A questão política tem um peso muito alto, pois todos os dias os jornais estão reportando e nos atualizando sobre ações da Lava Jato em busca de corrigir esta situação de corrupção nos altos escalões do governo, operações da polícia federal, enquanto a população sofre (com desemprego, sem renda, sem serviços). E como consequência do baixo consumo, baixa produção industrial e assim a roda da economia gira mal.

Em recente artigo na revista exame, J.R.Guzzo escreve sabiamente: “ O país sobrevive pelo empenho individual e coletivo das pessoas que saem todos os dias para trabalhar e manter a vida em sociedade. De resto, tudo está sendo feito para as coisas funcionarem mal. Pela maneira que está montada a máquina pública brasileira, e pelo esforço extraordinário que grupos organizados fazem para impedir qualquer reforma séria em sua estrutura, o Brasil perdeu a capacidade de operar”. Realmente, assim fica difícil para o país produzir e ser competitivo.

E a logística, como fica?  As operações logísticas nacionais dependem muito da economia interna, desde a produção das matérias primas e embalagens, fabricação ou montagem dos produtos acabados, até a entrega final aos clientes. Sem crescimento na produção e consumo, as empresas sangram e tentam sobreviver.  Há notícias de melhora, tanto nos índices econômicos quanto no índice de produção de embalagens, este último sempre antecipa a realidade das fábricas. Segundo a Associação Brasileira de Embalagem (Abre), sob chancela do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV/IBRE), para o ano de 2017, a associação tem projeção de melhora a partir do segundo semestre, com crescimento tímido de 0,6% até dezembro. “O ano de 2016 foi de grandes oscilações, devido à crise política e econômica que afetou não só a confiança dos empresários, como também a dos consumidores, mas ao que tudo indica o pior já passou. A indústria de embalagens, por atender em maior volume o setor de bens de consumo não duráveis, prevê a sua retomada antes de outros setores como o de bens duráveis ou automóveis”. Portanto, os empresários de maneira geral estão em compasso de espera para novos investimentos, aguardando uma retomada na economia.

Esperamos todos que tenhamos no nosso país mais justiça, que no governo os três poderes possam trabalhar com autonomia e eficiência e destravar a pauta das questões relevantes para o país, que as reformas que precisamos gerem mais negócios e bem estar de todos.  Nós da BPLog Logística acreditamos que, com trabalho diário e honesto, podemos ajudar a fazer feliz a sociedade e humanidade, acreditamos que este é o desejo de todos os brasileiros de bem.